quinta-feira, 6 de outubro de 2011



 
 

 
 

Sedenta, deixa-se levar pelos seus instintos encapados pelo seu eu ainda   desconhecido, e procura a fonte de algo que jorre,  ainda que seja sua fantasia, suas elucubrações sonâmbulas, a perambular por suas noites vazias.
Esfomeada, vampiriza a  própria veia desnutrida, buscando num extenuado esgar, suprir-se da quase esgotada vida,  buscando suas ilações perdidas.
Gélida, corre atrás de mantas para cobrir a nudez do seu consciente, desesperado das imagens côncavas e convexas dos espelhos circenses, fundos falsos das suas memórias perdidas.
Apavorada diante de tanta insanidade, ataca com as unhas afiadas  do seu medo, estraçalhando, esgarçando, decompondo, com fúria incontrolável suas próprias criaturas, algemando-as na índole da sua carne, escondendo-as de sua ternura.
Incorrigível nos devaneios exacerbados de lascívia, libido e luxúria lubrifica seus sonhos com semens espargidos a deriva de seu destino, nos atalhos empedernidos, empedrados, esburacados, fazendo-os espúrios, bastardos, fazendo-os percorrer uma outra estrada, um outro caminho.

Oh mulher
deixe de lado esse contágio, essa letargia, essa epidemia de desamor. Deixe fora do seu ventre esse sêmem que de repente, a tornou fraca na vida, dentro do amor perdida, dentro da vida descontente.o mulher, paixão da minha vida , em qualquer dos quadrantes deste mundo, vc é do que existe a prenda mais valiosa, o mimo mais sensível,a fruta mais cobiçada. Não se permita por nada, ter calos no coração: eles devorarão sua sensibilidade, seu amor, sua verdade. Não permita fuga à sua alma pelas imagens da realidade desfocada,  fazendo-as veladas, abstraídas da sobriedade do agora reluzente,  corajoso, pertinente. fiel amor adolescente, com mil anos de razão.o mulher, creia antes de tudo, nas ordens do seu coração, que ciente, mudo, leva seu desejo puro junto ao amor amigo, ao afeto perdido no seu mundo de solidão.
Mulher, eu amo você.
 
 

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