sexta-feira, 25 de novembro de 2011
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
As crianças e a homossexualidade
Alguns conselhos de especialistas sobre como o assunto deve ser tratado com os pequenos
Aos pais gays e mães Lésbicas
Como revelar sua orientação sexual aos seus filhos
Quanto mais cedo a criança saber da orientação sexual dos pais, melhor.
Por volta dos seis anos, ela já tem condições de entender e assimilar a homossexualidade do pai ou da mãe
Não faça da homossexualidade um assunto proibido.Se a criança demostrar necessidade de dividir-la com um amigo, não a impeça.
Mas lembre-se que não há motivo para espalhar a noticia filhos de homossexuais devem conviver o máximo possível com uma figura do sexo oposto ao dos pais.Para os pequenos que vivem com gays, é importante ter uma referência feminina para os que moram com com lésbicas, uma masculina.
Aos pais heterossexuais
O que fazer quando o amigo do seu filho tem pai ou mãe homossexuais!
Se o pai ou a mãe vive com o(a) companheiro(a), só fale sobre o assunto quando seu filho perguntar a respeito não há por que não deixar seu filho fregüentar a casa do amigo.A convivência com homosexuais é uma forma de aprender a lidar com as diferenças.Uma criança tolerante tende a seu um adulto tolerante
explique que há todo tipo de família no mundo.Mostre que algumas crianças têm apenas a mãe ou apenas o pai e outras têm dois pais ou duas mães.O importante é que eles se amem -E isso que fez uma família feliz
Alguns conselhos de especialistas sobre como o assunto deve ser tratado com os pequenos
Aos pais gays e mães Lésbicas
Como revelar sua orientação sexual aos seus filhos
Quanto mais cedo a criança saber da orientação sexual dos pais, melhor.
Por volta dos seis anos, ela já tem condições de entender e assimilar a homossexualidade do pai ou da mãe
Não faça da homossexualidade um assunto proibido.Se a criança demostrar necessidade de dividir-la com um amigo, não a impeça.
Mas lembre-se que não há motivo para espalhar a noticia filhos de homossexuais devem conviver o máximo possível com uma figura do sexo oposto ao dos pais.Para os pequenos que vivem com gays, é importante ter uma referência feminina para os que moram com com lésbicas, uma masculina.
Aos pais heterossexuais
O que fazer quando o amigo do seu filho tem pai ou mãe homossexuais!
Se o pai ou a mãe vive com o(a) companheiro(a), só fale sobre o assunto quando seu filho perguntar a respeito não há por que não deixar seu filho fregüentar a casa do amigo.A convivência com homosexuais é uma forma de aprender a lidar com as diferenças.Uma criança tolerante tende a seu um adulto tolerante
explique que há todo tipo de família no mundo.Mostre que algumas crianças têm apenas a mãe ou apenas o pai e outras têm dois pais ou duas mães.O importante é que eles se amem -E isso que fez uma família feliz
homossexualidde
Meu pai é gay.
|
| Rogerio Voltan |
| A VONTADE DE TER UMA FAMÍLIA "Quando eu e Marcos completamos quatro anos vivendo juntos, veio a vontade de ter um filho. Montamos enxoval para adotar um bebê. Foi um susto para toda a família. Como poderíamos criar um filho sem uma mãe? Mas eu fui criado para ter uma família: filhos, gato, cachorro, passarinho... Adotamos Débora com 5 meses. Foi uma experiência tão feliz que, seis anos depois, adotamos Lara. Elas lidam muito bem com nossa orientação sexual. Quando Débora foi para a escola, isso a abalou um pouco. Ela notou que os coleguinhas tinham um pai e uma mãe e ela tinha dois pais. Dizemos a elas que nos amamos e é isso que une uma família. Eu sofri e sofro com a discriminação e não quero que isso se repita com minhas filhas. Nós as preservamos ao máximo e as preparamos para enfrentar as diferenças." Renato, empresário (na foto, de sobretudo preto) |
Além de obstáculos nas relações sociais, não é raro que filhos de pais homossexuais enfrentem problemas de ordem emocional, principalmente quando se encontram na adolescência. Afinal de contas, esse é o período em que a sexualidade desabrocha e quando referências masculinas e femininas bem definidas ajudam a sedimentar a identidade de cada um. "É importante que pais homossexuais estejam cientes dessas questões e, se for preciso, não hesitem em procurar ajuda", recomenda a psicóloga Edwiges Ferreira Silvares, da Universidade de São Paulo. As situações mais delicadas são as que decorrem de um pai ou uma mãe que assume a homossexualidade após terminar um casamento heterossexual. Como é praxe a mulher permanecer com a guarda, há mais lésbicas morando com filhos do que gays. Por causa dessa proximidade, elas têm mais dificuldade em abrir o jogo. Mas os especialistas aconselham que, vivendo ou não ao lado dos filhos, pais e mães falem abertamente de sua orientação sexual – sem entrar em minúcias, é claro, assim como heterossexuais também não devem descrever o que fazem na cama. Quanto mais cedo a criança souber, mais fácil será para ela assimilar a notícia e encarar as manifestações preconceituosas.
Trata-se de uma reviravolta na psicologia. Até pouco tempo atrás, a maioria dos profissionais dessa área recomendava que se escondesse tudo dos pequenos. Por causa disso, um sem-número de crianças e jovens teve seus traumas amplificados. O depoimento da bióloga Regina, hoje com 26 anos, é exemplar de como é um erro tentar ocultar o que não pode ser ocultado:
| Tomas Dyballa |
| PAI É PAI E NADA MAIS "Conheci meu filho em um orfanato do Rio, em meados de abril de 1997. Já na primeira visita, aquele menino franzino, de apenas 1 ano e 6 meses, me chamou a atenção. Foi amor à primeira vista. Lembro-me de tê-lo tomado nos braços e dizer: 'Eu vou mudar a sua vida e você vai mudar a minha'. Quando o conheci, sua certidão registrava apenas o nome da mãe. Pai, desconhecido. Hoje, ele é filho de Angelo Barbosa Pereira e mãe desconhecida. Faz quatro anos que ele chegou e posso garantir que minha qualidade de vida melhorou. Não acho relevante o fato de eu ter orientação homossexual.Não vejo diferença entre mim e outros pais. Um pai não é homossexual, nem heterossexual, nem médico, nem bicheiro, nem nada. Pai é pai e nada mais. Minha sexualidade nada tem a ver com a dele. Se um dia ele perguntar com todas as letras, responderei com todas as letras. Não há bondade na adoção. É ato de amor ou não é nada. Se falo sobre isso abertamente, é para incentivar outras pessoas a fazer o mesmo." Angelo B. Pereira, professor e tradutor de inglês e alemão |
"Meus pais se separaram quando eu tinha 1 ano. No momento em que meu pai resolveu assumir sua orientação sexual, ele e minha mãe buscaram a ajuda de psicólogos. Esses profissionais disseram a eles que não contassem nada a mim nem à minha irmã, até que fôssemos adolescentes. Morávamos numa cidade do interior paulista, onde todos se conheciam. Resultado: ficamos sabendo por outras pessoas. Eu tinha 11 anos nessa época. Minha primeira reação foi culpar minha mãe por não ter me dito antes. Me tornei uma verdadeira 'aborrecente'. Nunca mais quis ter contato com meu pai, que se mudara para outro Estado. Me recusava a receber as suas cartas e a atender os telefonemas dele. Tive de mudar de escola por causa de uma garota que vivia gritando 'Seu pai é gay!'. Quando comecei a namorar, achava que todos os meus namorados eram gays. Cheguei a questionar a minha própria sexualidade. A orientação sexual de meu pai era um segredo que eu levava anos para contar a meus namorados. Era um segredo meu, só meu. Fiz três anos de análise e acho que isso salvou a minha vida. Consegui respeitar meu pai e até me orgulhar dele quando fiz 18 anos. Hoje sei que cada um é feliz à sua maneira".
Gays e lésbicas que decidem pela adoção ou pela inseminação não têm como esconder a verdade e revelam logo a natureza de seus relacionamentos amorosos. Os problemas começam a surgir quando a criança entra na escola. Há pais que evitam que seus filhos freqüentem a casa do colega que tem uma família "alternativa" – como se a homossexualidade fosse uma doença, e doença contagiosa. Quando ficam maiores, as crianças oriundas desses lares não raro se tornam alvo de chacota ou de xingamentos. Francisco Ribeiro Eller, de 7 anos, filho da cantora Cássia Eller, lésbica assumidíssima, volta e meia chega com uma história chata. "Eu e minha companheira, Maria Eugênia, conversamos muito com o Chicão sobre isso e achamos que ele segura bem a onda. Quando acontece de na escola alguém gritar: 'Sua mãe é sapatão!', ele responde: 'E daí?'. Acho que o amor supera essas coisas", diz Cássia.
É bom frisar que ninguém se torna homossexual simplesmente porque visita de vez em quando a casa do filho de um gay ou de uma lésbica. Embora as referências externas sejam importantes, o desenvolvimento da sexualidade está muito mais ligado ao psiquismo de cada um – um aspecto incontrolável. Esse é um ponto de partida para os educadores na hora de enfrentar as perguntas de pais preocupados com o fato de o amiguinho do filho ter dois pais ou duas mães. Outro ponto que costuma ser levantado em tais ocasiões são os riscos embutidos no contato com um suposto "estilo de vida homossexual". Ocorre que gays e lésbicas que se propõem a educar um filho levam um cotidiano tão estável e respeitável quanto o de qualquer casal conservador. "Do contrário, por que constituiriam uma família?", argumenta o psicólogo Antonio Carlos Egypto.
| Claudio Rossi |
| NAMORADO... NÃO"Minha mãe viveu durante dez anos com Cristina. No fundo, eu sabia que elas eram mais do que amigas íntimas. Até porque no quarto delas havia uma cama de casal. Evitava perguntar porque eu não queria saber. Um dia, quando elas já haviam se separado, estava indo à padaria com minha mãe e lancei a pergunta: 'Mãe, você não tem namorado?'. 'Namorado... não', ela respondeu. Desci correndo do carro para não ter de ouvir o resto. Para mim, era normal. Mas eu tinha muito medo dos outros. E também pensava: 'Será que minha mãe vai ficar beijando outra mulher na minha frente?'. Mas ela sempre me respeitou muito. Tinha 14 anos na época. Tive um namorado que vivia fazendo piadinhas de gays e eu só pensava na minha mãe. Foi um alívio quando meu namorado atual soube de tudo e levou numa boa." Marina, estudante, filha de Márcia, gerente administrativa |
A lei brasileira permite que homens e mulheres solteiros adotem crianças, sem fazer referência à sua orientação sexual. É nesse vácuo que gays e lésbicas conseguem um filho. Os empresários paulistas Renato e Marcos vivem juntos há dezessete anos. Quando sua união completou quatro, eles decidiram adotar um bebê. Renato, então, tornou-se pai de Débora, hoje com 13 anos. Depois foi a vez de Marcos adotar Lara, atualmente com 7. Cada menina tem um sobrenome e, perante a lei, não teria direito à herança do pai legal da outra. O casal contornou esse entrave, colocando todos os bens da família em nome dos dois. "Ao não reconhecer a união civil de homossexuais, a legislação brasileira cria esse tipo de imbróglio", constata a advogada Ana Elisa Lolli, especialista em causas que envolvem homossexuais.
Os desvãos da lei acabaram por semear uma batalha entre as correntes moderna e conservadora da Justiça. Alguns juízes consideram a adoção de uma criança por gay ou lésbica uma espécie de atentado à integridade moral do menor. É um julgamento sem fundamento na realidade. Não há nenhum estudo sério que prove ou mesmo insinue que filhos de homossexuais, biológicos ou não, estejam mais predispostos a se tornar adultos perturbados. Na mão oposta, cresce o número de juízes, promotores e assistentes sociais que partem do princípio de que homossexuais bem posicionados social e financeiramente estão aptos a criar um filho. "É 200.000 vezes melhor uma criança amada por um pai gay do que vivendo na melhor instituição ou abrigo do Estado", defende o juiz Siro Darlan, da 1ª Vara da Infância e da Juventude do Rio de Janeiro. Desde 1998, ele já concedeu oito guardas de crianças a homossexuais solteiros.
| Selmy Yassuda |
| E DAÍ? "Quando soube que estava grávida, quis ter meu filho e continuar minha vida ao lado de Eugênia, com quem vivo há treze anos. Chicão sente falta do pai, que morreu cinco dias antes dele nascer. Eu tive um pai e uma mãe e sei quanto isso é bom. Nós conversamos muito com ele sobre a nossa orientação sexual e acho que ele segura bem a onda. Na escola, quando alguém grita: 'Sua mãe é sapatão!', ele responde: 'E daí?'. " Cássia Eller, cantora (à esq.) |
Ao contrário da maioria dos casais heterossexuais de classe média, que preferem adotar recém-nascidos brancos e absolutamente saudáveis, gays e lésbicas não fazem restrição alguma a cor, idade ou estado de saúde. Sabem como ninguém o que é ser vítima de exclusão e preconceito. Há quatro anos, o professor carioca Angelo B. Pereira adotou P.P. O menino chegou a sua nova casa com sarna, vermes, feridas pelo corpo e uma diarréia que durou quatro meses. Hoje, P.P. freqüenta uma ótima escola, é cercado de atenção e mimos e, acima de tudo, é amado pelo pai. "Paternidade não tem nada a ver com orientação sexual", diz Angelo, autor de um livro sobre o assunto,Estreitos Nós, ainda sem editora. Ele foi um dos primeiros brasileiros a conseguir adotar uma criança declarando sua homossexualidade ao juiz. Para tanto, passou por uma análise criteriosa feita por assistentes sociais e só recebeu a sentença favorável após a Justiça verificar que ele preenchia uma série de requisitos necessários para o sustento e a educação de P.P.
O amor supera tudo, diz Cássia Eller. Supera mesmo. Basta acompanhar a rotina doméstica dos empresários Renato e Marcos, os pais de Débora e Lara. Eles podem ser tão "caretas" e protetores quanto um casal heterossexual. E se recusam a dividir papéis: nenhum dos dois finge ser mãe. Ambos são paizões, que impõem regras e sustentam discussões acirradas em torno de horários e cumprimento de deveres. "Sempre lembramos a Débora: você é uma das primeiras filhas de pais gays. É uma responsabilidade grande para você também", ressaltam. Débora, Lara, Marcos e Renato são o retrato de uma família feliz e só um pouquinho diferente.
| MAMÃE E MAMÃEA roqueira americana Melissa Etheridge viveu por doze anos com a cineasta Julie Cypher. Com a ajuda do músico David Crosby, fundador da banda Crosby, Stills and Nash, as duas conseguiram ser mães. Com o consentimento da mulher, Jan, em duas ocasiões ele doou esperma para a inseminação artificial de Julie. No ano passado, Melissa e Julie se separaram. As crianças, Bailey e Beckett, ficaram com a mãe biológica, Julie |
"Dia das Mães Lésbicas"
- Foto: Divulgação
Por: Valdeck Almeida de Jesus
Ser mãe é uma missão da qual poucas mulheres são merecedoras. Sim, pois a mãe, além de principal responsável pela procriação, pelo instinto maternal e de preservação da espécie, tem uma missão muito maior, que nem todas as mães estão conscientes. É a missão de educar os filhos para o mundo, para fazer parte da nossa complexa sociedade.
Ser mãe era apenas sinônimo de parir o filho e de colocá-lo no mundo, de "dar a luz" como se diz. Hoje em dia o simples "dar a luz" não basta. O depois, o dia a dia, a vida inteira de uma pessoa está baseada na educação que a mãe dessa pessoa lhe deu.
O pai "faz" o filho, a mãe carrega esse filho por nove meses, traz ele ao mundo e tem a missão de prepará-lo para a vida. Isso, na família tradicional, em que havia um pai provedor dos mantimentos e responsável pela proteção física e material da família. Hoje, a realidade do que se entende por família é bem diferente. Mais diferente ainda, quando se trata de família formada por mãe lésbica.
Com educação castradora, a mulher, reproduzindo os modelos de educação machistas, preparavam e ainda preparam os filhos machos para serem garanhões e as filhas fêmeas para reprimirem seus sentimentos e serem submissas ao mundo machista.
Quantas filhas lésbicas não se tornaram mulheres, não se casaram e repetiram com os seus filhos a educação que receberam? Quantas mulheres não suportaram o peso de um homem sobre si por anos a fio, e até que a morte os separasse, por medo de assumir sua sexualidade? Incontáveis almas foram infelizes nesses muitos anos em que a mulher foi reprimida e proibida de ter direitos os mais básicos, como o de sentir prazer sexual.
Mães lésbicas, em todas as épocas, foram as mais discriminadas. Como a mulher não demonstra muito a sua sexualidade homossexual, acaba por camuflar, por esconder sua verdadeira essência.
Muitas mães lésbicas nunca sentiram prazer com seus maridos, viveram e morreram vegetando, deitando e levantando sem nunca terem experimentado um orgasmo. Sim, um orgasmo. Pois a mulher tem tanto ou mais direito que o homem em desfrutar do prazer do sexo. E como sentir prazer reprimindo os próprios desejos?
Subalternas, subjugadas, submissas, as mulheres enfrentaram séculos de repressão e muitas delas ainda enfrentam situações caóticas em suas vidas. Espancadas, assassinadas, sem que nada se faça para estancar essa violência desmedida contra um ser tão frágil e tão especial na cadeia da evolução do homem.
O instinto materno, a procriação, são próprios da mulher. Mas muitas mulheres, na condição de lésbica, jamais gostariam de ter um filho do seu próprio ventre, porém o tiveram por força das circunstâncias. Muitas delas jamais assumiram seu desejo por outra mulher, outras tantas jamais tiveram um contato físico-sexual com outra mulher. Repressão, repressão e repressão é o que viveram durante a vida inteira.
Mas a natureza não pára de evoluir, e atualmente já temos alguns exemplos de luta com final vitorioso. Se a poeta Ana Cristina César só conseguiu demonstrar sua angústia através dos poemas, reveladores de sua homossexualidade, outras tantas como Ana Carolina e Kássia Eller foram além e, no caso dessa última, mesmo após a sua morte, a justiça reconheceu o direito de sua ex-companheira de ficar com a guarda do filho da Kássia Eller.
Mas isso ainda é muito pouco. Não se vê muitas mulheres se assumindo como homossexual e sendo respeitadas como seres humanos que são. Não se vê muitas mulheres em luta por direitos iguais. Direitos outros, seculares, lhe são negados, que até passa de roldão o direito à livre expressão sexual.
Não parem mulheres guerreiras, não parem de lutar, lembrem-se das 129 operárias que morreram queimadas numa ação da polícia para conter uma manifestação numa fábrica de tecidos, em 8 de março de 1857, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. A luta daquelas mulheres guerreiras não deve ser esquecida...
Unam-se mães, no dia das mães, no dia Internacional da Mulher, unam-se todos os dias do ano, para lutar pelo direito de ser livre para amar, de ser livre para ser mãe, ser solteira, ser lésbica. Lutem por mais essa causa, que a vida merece muito mais que filhos educados para serem machistas.
A vida merece a liberdade e o direito igual para todos.
Feliz Dia das Mães.
Fonte: Galinha Pulando
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Doutorado especial
SER MÃE
Uma mulher foi renovar sua carteira de motorista. Pediram-lhe para informar qual era sua profisão?
Ela hesitou, sem saber bem como se classificar -O que eu pergundo é se tem um trabalho?
Claro que tenho um trabalho! exclamou a mulher. "Sou Mãe" nós não consideramos "Mãe" um trabalho.
-Vou colocar "Dona de casa", disse a funcionária friamente não me
lembrei mais disso, até o dia em que me encontrei em situação
idêntica.
A pessoa que me atendeu era, obviamente, uma funcionária de carreia segura, eficiente dona de um
titulo sonante.
" Qual é a sua ocupação?" Perguntou.
Não sei o que me fez dizer isto; as palavras simplismente saltaram de minha boca para fora
-Sou Doutora em Desenvolvimento infantil e em Relações humanas a
funcionária fez uma pausa e olhou-me como quem diz que não ouviu bem eu
repeti pausadamente, enfatilizando as palavras mais significativas
então, reparei, maravilhada, como ela ia escrevendo no questionário
oficial.
Posso perguntar, disse-me ela com um novo interesse -O que faz exatamente?
Desenvolvo um programa em longo prazo (toda Mãe faz isso) em
laboratório e no campo experimental (normalmente eu teria dito dentro e
fora de casa). Sou responsável por uma equipe (minha família) e já recebi quatro
projetos (meus filhos) o grau de exigência é de 14 horas por dia (para
não dizer 24 horas). Houve um crescente tom de voz da funcionária que acabou de preencher o
formulário e ao levantar-se foi pessuaolmente me abrir a porta quando
cheguei com ele erguido fui recebida pela minha equipe: Uma com 13 anos,
outra com 7 e outra com 3. Do andar de cima, pude ouvir o meu novo experimento (um bebe de 6 meses) testando uma nova tonalidade de voz.
"Senti-me triunfante!
Maternidade... Que carreira gloriosa.
Assim uma avó deveria ser chamada Doutora Sênio em Desenvolvimento infantil.



Uma bisavó: Doutora executiva Sênio



Uma mulher foi renovar sua carteira de motorista. Pediram-lhe para informar qual era sua profisão?
Ela hesitou, sem saber bem como se classificar -O que eu pergundo é se tem um trabalho?
Claro que tenho um trabalho! exclamou a mulher. "Sou Mãe" nós não consideramos "Mãe" um trabalho.
-Vou colocar "Dona de casa", disse a funcionária friamente não me
lembrei mais disso, até o dia em que me encontrei em situação
idêntica.
A pessoa que me atendeu era, obviamente, uma funcionária de carreia segura, eficiente dona de um
titulo sonante.
" Qual é a sua ocupação?" Perguntou.
Não sei o que me fez dizer isto; as palavras simplismente saltaram de minha boca para fora
-Sou Doutora em Desenvolvimento infantil e em Relações humanas a
funcionária fez uma pausa e olhou-me como quem diz que não ouviu bem eu
repeti pausadamente, enfatilizando as palavras mais significativas
então, reparei, maravilhada, como ela ia escrevendo no questionário
oficial.
Posso perguntar, disse-me ela com um novo interesse -O que faz exatamente?
Desenvolvo um programa em longo prazo (toda Mãe faz isso) em
laboratório e no campo experimental (normalmente eu teria dito dentro e
fora de casa). Sou responsável por uma equipe (minha família) e já recebi quatro
projetos (meus filhos) o grau de exigência é de 14 horas por dia (para
não dizer 24 horas). Houve um crescente tom de voz da funcionária que acabou de preencher o
formulário e ao levantar-se foi pessuaolmente me abrir a porta quando
cheguei com ele erguido fui recebida pela minha equipe: Uma com 13 anos,
outra com 7 e outra com 3. Do andar de cima, pude ouvir o meu novo experimento (um bebe de 6 meses) testando uma nova tonalidade de voz.
"Senti-me triunfante!
Maternidade... Que carreira gloriosa.
Assim uma avó deveria ser chamada Doutora Sênio em Desenvolvimento infantil.
Uma bisavó: Doutora executiva Sênio
e as tias: Doutoras-Assistentes.


Fica aqui minha homenagem carinhosa a todas as mamães.
"Doutoras na Arte de fazer a vida melhor"


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